Os primeiros saltadores qualificados surgiram na China há mais de mil anos. Um jogo chamado “100 Saltos” era um dos desportos favoritos durante o Festival de Ano Novo Chinês. A Corda foi também usada para saltar na Fenícia e no antigo Egito. Os gregos saltavam um poste no início da civilização ocidental, e vários pintores de antigas civilizações pintaram crianças a brincar com uma corda.

 

Para além deste factos históricos, na era moderna, o Rope Skipping teve origem na Holanda, e fez o seu caminho através do Atlântico em 1600. Os Colonizadores holandeses foram os primeiros saltadores da América. Os Ingleses, que governavam a colónia holandesa no Rio Hudson, descobriram um desporto que consistia em saltar sobre uma ou duas cordas. Os filhos dos colonos holandeses saltavam nas suas cordas à frente das suas casas. Quando eles saltavam, acompanhavam com todo o tipo de canções. É claro que as músicas eram em holandês, o que não poderiam ser compreendidas pelo Inglês ou pelo Francês. Curiosamente, foram os Ingleses/Americanos que batizaram a variedade de salto com duas cordas "Double Dutch"., que significa “Dupla Holandesa” O nome era um termo depreciativo, pois qualquer coisa associada com a cultura holandesa era considerada absurda e inferior para os Ingleses.

 

Demorou até o século XX para o "Double Dutch" para surgir nas ruas das cidades. Nos anos 40 e 50, saltar à corda fazia furor nas cidades americanas do interior.

 

No final dos anos 1950, a modalidade de Double Dutch quase foi extinta, uma vez que foi ofuscado pela popularidade da televisão e da rádio entre os jovens. Durante este tempo de desenvolvimento, as crianças de todo o mundo usavam uma única corda para saltar. Boxers, os fisioterapeutas com os seus pacientes e todo o tipo de atletas usaram a corda para reabilitação, recreação, e para melhorar a condição física ou habilidades de coordenação. Apesar destas muitas atividades individuais, ninguém parecia estar interessado o suficiente para transformar esta atividade num desporto a sério. O resultado foi que no final dos anos sessenta, embora todo mundo soubesse como saltar à corda, nunca ninguém tinha ouvido falar de Rope Skipping.

 

No início da década de setenta, dois acontecimentos marcantes contribuíram para o sucesso do Rope Skipping: Em 1973, o Diretor de Ulysses F. Williams, do New York Police Department (NYPD), escolheu usar o “Double Dutch” nos seus programas direcionados à juventude. O projeto foi habilmente chamado "Rope, no Dope" (“Corda, não Droga”), e o seu foco era manter os jovens longe das tentações destrutivas do centro da cidade. A quantidade de equipas organizadas de “Double Dutch” aumentou durante a década de 1980, só Nova York tinha 1.500 saltadores.

 

Um outro acontecimento, foi protagonizado no inicio dos anos setenta: Richard Cendali começou a espalhar o Rope Skipping por todo o território dos EUA e, mais tarde, pelo resto do mundo. Em todos os lugares por onde viajou, levou centenas e , mais tarde, milhares de cordas com ele. Davam- lhe alojamento e refeições bem como a possibilidade de vender as suas cordas depois dos seus workshops para pagar as despesas de viagem e financiar a divulgação do desporto. Os seus alunos formaram uma equipa de exibição de Rope Skipping e viajaram com ele por todo o mundo.

 

Iniciado por esta promoção, várias Organizações Nacionais de Rope Skipping foram desenvolvidas. Nos anos noventa, o Rope Skipping Europeu (Organização ERSO) foi a primeira organização continental de Rope Skipping a ser fundada. Seguiram-se a Oceania, América e Ásia.

 

Desde então, a organização mundial FISAC-IRSF foi fundada e tem como missão (uma das suas metas) promover o Rope Skipping por todo o mundo. Atualmente, estão em desenvolvimento programas em vários países de África. O primeiro campeonato da Europa aconteceu em 1991 e o primeiro campeonato do mundo decorreu em 1997, na Austrália.

 

 

Em Portugal, após uma primeira formação para professores em 2002, na cidade de Guimarães por um grupo alemão, há a destacar um vasto conjunto de formações efetuadas para professores, a criação de alguns grupos inseridos no Desporto Escolar, na modalidade de Atividades Rítmicas e Expressivas e ainda o lançamento (em 2004) do primeiro manual técnico dedicado à modalidade. A Federação de Ginástica de Portugal também implementou um programa relacionado com a modalidade, organizando algumas competições.

 

Em 2011 foi fundada a Associação Portuguesa de Rope Skipping, em Braga.

 

Em 27 e 28 de Outubro de 2011, pela primeira vez uma seleção de saltadores portugueses participou numa prova internacional, o IDDC – International Double Dutch Championships em Paris.

 

Em 3 de Novembro de 2012, Portugal organizou o European Masters and Youth Tornament, na cidade de Guimarães. Foi a primeira organização internacional de Rope Skipping em Portugal.

História do Rope Skipping

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